O debate de ontem entre os líderes do PS e do BE foi interessante. Era apontado como sendo um dos mais dificeis para Sócrates, mas parece-me que até nem se safou mal. Pareceu-me que Louçã teve alguma vantagem, mas foi como se o Benfica ganhasse 1-0 ao Cascalheira de Cima. Venca, mas com uma vantagem tão pequena que é quase como se perdesse.
Este era um dos debates que decide quem será o próximo Primeiro-Ministro. Parece-me que Sócrates não vai perder assim tanto para a sua esquerda como perderia se tivesse sido esmagado ontem. Resta agora saber quanto perderá para a direita no debate com Manuela Ferreira Leite.
Do debate ficam a reter alguns pontos. O primeiro é que quem disse que Sócrates é bom em debates ou estava muito bêbedo ou muito enganado. Se é triste vê-lo no Parlamento ainda mais triste foi vê-lo ontem. Agarra-se a questões mínimas e sobre o que é importante nada diz. Não soube dar uma resposta credível sobre a privatização da GALP. Disse que foi feita da forma que fez para evitar que caísse em mãos estrangeiras. O Presidente de Angola não me parece que seja português, e nada impede que quem comprou venda a sua parte a estrangeiros. Entretanto o Estado vendeu uma empresa que dava lucro. Aqui, embora me custe tenho que dar razão a Louçã.
Uma coisa que gostaria de ver bem esclarecida é como é que o Bloco de Esquerda quer tratar a questão de acabar com os benefícios fiscais na saúde e na educação. Louçã disse que se esses serviços forem de qualidade e gratuitos no sector público não havia razões para que os benefícios se mantivessem. Se Sócrates tivesse sido inteligente tinha perguntado não sobre os 610 milhões que a classe média iria perder (por não poder deduzir), mas quais as ideias de Louçã para tornar esses serviços públicos gratuitos e de qualidade.
Finalmente fiquei com uma dúvida. Será que Sócrates quer perder as eleições? É que perto do final do debate, quando Judite de Sousa disse que faltavam menos de 5 minutos, o líder do PS perguntou se ainda havia tempo para falar de política externa. Mas será que quem tem amigos como estes quer falar de política externa?
Este era um dos debates que decide quem será o próximo Primeiro-Ministro. Parece-me que Sócrates não vai perder assim tanto para a sua esquerda como perderia se tivesse sido esmagado ontem. Resta agora saber quanto perderá para a direita no debate com Manuela Ferreira Leite.
Do debate ficam a reter alguns pontos. O primeiro é que quem disse que Sócrates é bom em debates ou estava muito bêbedo ou muito enganado. Se é triste vê-lo no Parlamento ainda mais triste foi vê-lo ontem. Agarra-se a questões mínimas e sobre o que é importante nada diz. Não soube dar uma resposta credível sobre a privatização da GALP. Disse que foi feita da forma que fez para evitar que caísse em mãos estrangeiras. O Presidente de Angola não me parece que seja português, e nada impede que quem comprou venda a sua parte a estrangeiros. Entretanto o Estado vendeu uma empresa que dava lucro. Aqui, embora me custe tenho que dar razão a Louçã.
Uma coisa que gostaria de ver bem esclarecida é como é que o Bloco de Esquerda quer tratar a questão de acabar com os benefícios fiscais na saúde e na educação. Louçã disse que se esses serviços forem de qualidade e gratuitos no sector público não havia razões para que os benefícios se mantivessem. Se Sócrates tivesse sido inteligente tinha perguntado não sobre os 610 milhões que a classe média iria perder (por não poder deduzir), mas quais as ideias de Louçã para tornar esses serviços públicos gratuitos e de qualidade.
Finalmente fiquei com uma dúvida. Será que Sócrates quer perder as eleições? É que perto do final do debate, quando Judite de Sousa disse que faltavam menos de 5 minutos, o líder do PS perguntou se ainda havia tempo para falar de política externa. Mas será que quem tem amigos como estes quer falar de política externa?
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