Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
O natal: essa altura do ano em que o homem deixa de ser um ser político e passa a ser um senhor dos bons costumes
Hoje decidi ressuscitar-me neste blog. Parece que não tem tido muita actividade, mas venho hoje, e só agora, porque a minha necessidade de estudo no ISEG baixou (já estou quase de férias). Entretanto, e porque hoje hoje ando a coçá-los o dia todo comecei a pensar, já que não tenho nada para fazer, à excepção de estar a fazer um voo em flight simulator de Lisboa para Nova Iorque, tendo já uma avaria no motor 3 do meu avião (um 747 da KLM) e um problema no altímetro, o que é engraçado, porque os controladores aereos já estão fartos de me foder a cabeça porque nunca estou na altitude certa. Adiante e cagando para esta seca de jogo venho aqui. não na maior solenidade, porque senão não tinha vindo a vomitar asneiras pelo texto, dizer que o Natal é uma altura deprimente. Só é bom politicamente. E porquê? Porque o tradicional Português, o estúpido e burro que não liga nada a política, e prefere ver os anúncios duma Carla Sofia de busto 44, oral natural, e a dizer que faz todo o tipo de serviços e no final do anúncio ainda deixa o seu telemóvel (que eu até compreendo estes gostos, já que eu próprio acabei de ver estes classificados no CM), chega a esta altura e decide comprar, comprar, comprar. Mas é mau isto de comprar? Não não!!! Eu que ainda sou candidato a ser economista, já sei que o que é bom é consumir. Melhor ainda, aliás, perfeito, se comprarmos o que é produzido cá. E foi a seguir a esta última frase que comecei a pensar (isto depois de desligar um filme porno que o meu pai gravou, talvez para mim, porque não tenho namorada, quer dizer tenho uma "amiga"... Nao vou falar agora disso porque senão ainda se punham aí a bater umas a ler o que eu ia escrever sobre a sua sensualidade) nisto do aparelho produtivo. Os partidos da Esquerda dizem que, e com razão, temos de fortalecer o nosso aparelho produtivo e consumir o que é nosso. A direita também deve dizer o mesmo (senão são mais burro do que alguma vez imaginara). Até o sr. velho do restelo, sua excelência, o dr. Medina Carreira pensa isto. Mas como é que vamos meter os portugueses a consumir produtos nacionais, se os custos de produçao levam a produtos mais caros, quando comparados com outros países da Europa (em alguns exemplos temos mesmo a nossa vizinha Espanha, em que é mais barato importar do que produzirmos nós mesmos esses bens e serviços) e países asiáticos, que têm custos de produção talvez de 1/10 do que nós temos? A resposta não é simples nem fácil. Soluções existem? Sim, caro leitor (isto de não ver o porno traz-me de novo à intelectualidade e ao modo menos ordinário de se escrever) mas são difíceis de implementar. Precisamos de formar e bem os portugueses. Dar formação de qualidade, ajudar os agricultores e empresas a reduzir os seus custos de produção (desde que não passem por despedir pessoas) e incentivar a aumentar e melhorar essa mesma produção para exportarmos. Mas agora que é Natal vamos esquecer isso, que o que interessa é consumir. Como futuro economista (deus queira acabar pelo menos este curso) gostaria que todos os dias fossem Natal mas consumindo, lá está os nossos produtos. Tanta merda que escrevi para dizer isto. Deve ser da pressa que tenho de ir ter com a gaja com quem ando agora. Uma cena aparte: Não vos chateia ver livros de autores do tipo do José Rodrigues dos Santos, Dan Brown, e assim autores desses, com romances que custam 30€ que só servem para limpar o rabo num dia de diarreia infernal, quando um gajo bebe coca-cola e come chocolate ao mesmo tempo, e vê tipo uns livros muito bons (estou outra vez a defender a minha posição intelectual do saber) da Gulbenkian, da FCT, das Edições 70 e outras que editam livros de grandes senhores como Kant e Nietzsche a custarem 10€??? E o que eu digo, caro leitor, já nem se dá valor ao saber... Fique bem e bom Natal
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Adorei o Post mas ja agora conta ai como e que e essa "tua" amiga que eu queria bater uma que a minha ta la po porto e nc mais volta. Abraço e continua a escrever
ResponderEliminarEspero que quando o teu professor te pede para ir dar aulas não fales nestes termos.
ResponderEliminarEspero também que não olhes rebarbadão para as caloiras (à lá Horácio) mas isso já é pedir um pouco demais.
;)