Sábado, 31 de Julho de 2010

José Alves ressuscita depois dum ano mais ou menos intenso de estudo, com gajas pelo meio!!!

Parece que ressuscitei, caro leitor! Para trás ficam as boas aulas de Instrumentos financeiros, de Matemáticas e de Economias, com breves overdoses de Direito e História Económica.

Aquando da minha entrada no ISEG para o curso de economia pensei que seria mais um, de tantos outros, formatados numa qualquer ideologia, concebida por um qualquer professor que acreditasse que a economia fosse realmente uma ciência. Enquanto estudava as diferentes cadeiras, apercebi-me não só da ignorância de juristas, de jornalistas (a destes de forma gritante), a de engenheiros (que por vezes extrapolam dos seus brilhantes raciocínios lógico-dedutivos pensamentos políticos e maneiras de resolver os assuntos demasiado mecanicista para o modo demasiado "humano" de viver das pessoas). Mas o caro leitor, não se preocupe que eu também critico a ignorância dos economistas. Não é bem uma ignorância declarada, porque muitos deles ainda vão reflectindo sobre os problemas da sociedade, duma forma "justa". O meu problema com a economia e seus seguidores, é um problema que deve atormentar o mais ingénuo dos alunos que querem ser economistas. A economia tentou-se transformar como ciência (sim ciência - escandaloso) quando é apenas, na minha opinião, um instrumento da política. A economia política é assim a única ciência (e não gosto do termo ciência para a economia) que pode existir.

A economia hoje não é mais do que Astrologia. É-me duro dizer isto, até porque estou a desperdiçar tempo de vida neste curso, quando poderia hipotecar a minha vida para ser um dia piloto dum 747-400 a fazer voos internacionais e a comer hospedeiras a 30000 pés de altitude, mas é toda a verdade.

Mas deixemos, por instantes breves, as minhas considerações pessoais sobre a ciência económica e passemos às reflexões políticas (podendo nem interessar ao menino Jesus esta parte).

Ontem chegou a público a intenção da Ministra da Educação a intenção de não chumbar as pessoas com dificuldades de aprendizagem, ou outras que não conseguem acompanhar o ritmo de estudo das aulas. A solução, segundo o Público, é introduzir mais acompanhamento a estes alunos, e dar-lhes o apoio necessário para que possam "encaminhar-se nos estudos" (expressão provinciana que me lembrei, agora, depois de ter passado um dia em Viseu, a limpar um terreno que a minha mãe herdou). Mas isto choca alguém? Estas medidas deveriam chocar alguém? Não deveriam, mas vão chocar muita gente. Os iluminados de direita vêm com o argumento do facilitismo dos governos de Esquerda. Mas parece que um país "social-democrata" do Norte da Europa também acontece o mesmo e este país está no top do IDH das Nações Unidas.

Aqui deixo, para finalizar e porque são horas de ir para a sardinhada, algumas ideias para melhorar a educação no nosso país:
  • pré-escolar obrigatório, com programas bem definidos a nível nacional, com psicólogos educacionais para combater logo de muito cedo as possíveis lacunas de aprendizagem dos futuros alunos, com horários alargados.
  • Turmas com um máximo de 15 alunos, para que o professor possa suprir as necessidades de todos os alunos.
  • Maior autonomia das Escolas do 2 e 3 ciclo para que possam gerir com maior qualidade as Escolas, dando-lhes a possibilidade de contratarem professores, sem o concurso do Ministério da Educação.
Muitas outras ideias ficam por dizer, mas a sardinha já está a queimar.

Abraço a todos


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