Aquando da minha entrada no ISEG para o curso de economia pensei que seria mais um, de tantos outros, formatados numa qualquer ideologia, concebida por um qualquer professor que acreditasse que a economia fosse realmente uma ciência. Enquanto estudava as diferentes cadeiras, apercebi-me não só da ignorância de juristas, de jornalistas (a destes de forma gritante), a de engenheiros (que por vezes extrapolam dos seus brilhantes raciocínios lógico-dedutivos pensamentos políticos e maneiras de resolver os assuntos demasiado mecanicista para o modo demasiado "humano" de viver das pessoas). Mas o caro leitor, não se preocupe que eu também critico a ignorância dos economistas. Não é bem uma ignorância declarada, porque muitos deles ainda vão reflectindo sobre os problemas da sociedade, duma forma "justa". O meu problema com a economia e seus seguidores, é um problema que deve atormentar o mais ingénuo dos alunos que querem ser economistas. A economia tentou-se transformar como ciência (sim ciência - escandaloso) quando é apenas, na minha opinião, um instrumento da política. A economia política é assim a única ciência (e não gosto do termo ciência para a economia) que pode existir.
A economia hoje não é mais do que Astrologia. É-me duro dizer isto, até porque estou a desperdiçar tempo de vida neste curso, quando poderia hipotecar a minha vida para ser um dia piloto dum 747-400 a fazer voos internacionais e a comer hospedeiras a 30000 pés de altitude, mas é toda a verdade.
A economia hoje não é mais do que Astrologia. É-me duro dizer isto, até porque estou a desperdiçar tempo de vida neste curso, quando poderia hipotecar a minha vida para ser um dia piloto dum 747-400 a fazer voos internacionais e a comer hospedeiras a 30000 pés de altitude, mas é toda a verdade.
Mas deixemos, por instantes breves, as minhas considerações pessoais sobre a ciência económica e passemos às reflexões políticas (podendo nem interessar ao menino Jesus esta parte).
Ontem chegou a público a intenção da Ministra da Educação a intenção de não chumbar as pessoas com dificuldades de aprendizagem, ou outras que não conseguem acompanhar o ritmo de estudo das aulas. A solução, segundo o Público, é introduzir mais acompanhamento a estes alunos, e dar-lhes o apoio necessário para que possam "encaminhar-se nos estudos" (expressão provinciana que me lembrei, agora, depois de ter passado um dia em Viseu, a limpar um terreno que a minha mãe herdou). Mas isto choca alguém? Estas medidas deveriam chocar alguém? Não deveriam, mas vão chocar muita gente. Os iluminados de direita vêm com o argumento do facilitismo dos governos de Esquerda. Mas parece que um país "social-democrata" do Norte da Europa também acontece o mesmo e este país está no top do IDH das Nações Unidas.
Aqui deixo, para finalizar e porque são horas de ir para a sardinhada, algumas ideias para melhorar a educação no nosso país:
Aqui deixo, para finalizar e porque são horas de ir para a sardinhada, algumas ideias para melhorar a educação no nosso país:
- pré-escolar obrigatório, com programas bem definidos a nível nacional, com psicólogos educacionais para combater logo de muito cedo as possíveis lacunas de aprendizagem dos futuros alunos, com horários alargados.
- Turmas com um máximo de 15 alunos, para que o professor possa suprir as necessidades de todos os alunos.
- Maior autonomia das Escolas do 2 e 3 ciclo para que possam gerir com maior qualidade as Escolas, dando-lhes a possibilidade de contratarem professores, sem o concurso do Ministério da Educação.
Muitas outras ideias ficam por dizer, mas a sardinha já está a queimar.
Abraço a todos
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